BTS participa da reformulação no visual da Vale
Empresa fabricou totens instalados em oitenta endereços da mineradora
É da BTS um dos trabalhos mais interessantes observados nos últimos tempos no setor brasileiro de comunicação visual. A empresa participou ativamente da transformação que a mineradora Vale fez na sua aparência. “Fornecemos centenas de totens internos e externos para oitenta endereços da Vale apenas em Minas Gerais”, lembra José Alaor Alves, diretor. O pulo-do-gato do projeto ficou por conta da bem-sucedida combinação de materiais – compósitos, poliuretano (PU) e aço – sugerida pela BTS.
De início, as agências de criação da Vale aqui e nos EUA optaram pelo uso exclusivo do alumínio como material dos totens. A BTS, porém, acenou com a alternativa dos compósitos – também conhecidos como plástico reforçado com fibras de vidro (PRFV) – para dar forma às placas. “Trata-se de um material leve, flexível e, principalmente, muito mais resistente à corrosão do que o alumínio”, descreve Alves. Para convencer as agências, o diretor da BTS recorreu a diversos exemplos de aplicações dos compósitos na comunicação visual de empresas como Itaú, VW e McDonalds. “Temos larga experiência na sua utilização, e sabíamos que essa era a melhor alternativa para a Vale”.
O aço entrou como elemento de sustentação dos totens, enquanto o PU serviu para moldar o logotipo e os textos. “As agências e o próprio pessoal da Vale ficaram impressionados com as peças, sobretudo pelo fato de não haver qualquer parafuso aparente. Em resumo, conseguimos aliar beleza e resistência”, afirma.
Essa foi a primeira das três fases do contrato da Vale vencido pela BTS. O investimento da mineradora nessa etapa, levando em conta todos os gastos que fizeram parte do projeto, foi de R$ 12 milhões – a Vale deve investir mais R$ 18 milhões para concluir as outras duas fases. “Foi o nosso maior trabalho na área de comunicação visual desde a fundação da BTS. Ao todo, transformamos vinte toneladas de compósitos”, calcula o dirigente. Devem ser consumidas mais vinte toneladas do material nas etapas seguintes.
Controlar e verticalização
Até o final do ano, Alves torce pela consolidação da parceria entre BTS e Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular no município de São Paulo. “A Controlar pretende construir mais 25 centros de inspeção e esperamos continuar sendo o seu principal fornecedor de comunicação visual”.
Frente à concorrência, a BTS destaca-se por ter tecnologia própria para o processamento de materiais diferentes, como os compósitos, PU, acrílico, policarbonato, aço, alumínio e madeira. Também dispõe de estrutura para prestar serviços de adesivação, silk screen, recorte em router e montagens. “A verticalização nos torna bem mais flexíveis e competitivos”, completa o diretor.
Veja fotos:
|